Estima-se que entre 10% e 30% dos indivíduos afetados pela depressão em todo o mundo, possam ser classificados também como portadores de depressão resistente. Na América Latina, por exemplo, uma investigação recente lançou luz sobre essa condição de saúde mental, revelando que aproximadamente 30% das pessoas que lutam contra a depressão se enquadram na categoria de depressão resistente, também conhecida como depressão refratária.
Os sintomas da depressão resistente são essencialmente os mesmos que os da depressão convencional. Normalmente, incluem a perda de interesse em atividades anteriormente prazerosas, sentimentos de tristeza, falta de energia, dificuldade em dormir e concentrar-se. No entanto, o traço distintivo de um caso em relação ao outro reside na falta de resposta aos tratamentos medicamentosos e na demora em experimentar alívio dos sintomas depressivos, mesmo após a utilização de dois ou mais tipos de antidepressivos durante um período de oito semanas ou mais. Além disso, quando ocorre alguma melhora ela é temporária e o quadro retorna rapidamente.
Ainda que as raízes da depressão resistente permaneçam obscuras, é compreendido que fatores genéticos desempenham um papel significativo em sua manifestação. Além disso, a maneira como o organismo metaboliza os antidepressivos emerge como um elemento crucial, uma vez que essa interação pode comprometer a eficácia desses medicamentos no tratamento do quadro.