Os transtornos de ansiedade constituem uma das principais causas de incapacidade ao redor do mundo. As características essenciais desses transtornos são: medo excessivo e persistente, e os mecanismos de esquiva de ameaças percebidas. Apesar de sua importância para saúde pública, a maioria dos transtornos de ansiedade permanece sem ser detectada, não sendo tratada, mesmo em países economicamente desenvolvidos. Evoluindo, assim, para a cronicidade dos quadros. Os mais frequentes são: agorafobia, transtorno de pânico, fobia específica, ansiedade generalizada e ansiedade de separação. Esses transtornos são um grupo diversificado de condições, em que a apreensão excessiva ocorre em resposta a estímulos minimamente ameaçadores ou mesmo na ausência de um fator desencadeante, implicando disfunção ao nível da interpretação. Mesmo assim, por ser um problema que pode perdurar por vários anos, muitas pessoas acreditam ser uma condição normal ou traço de personalidade, passando uma vida inteira sem diagnosticar e tratar.
Muito diferente da ansiedade que aprendemos desde cedo devido às expectativas que temos diante das adversidades inevitáveis da vida, os transtornos de ansiedade são doenças psíquicas com grande impacto negativo na vida de um indivíduo.
Esse sentimento vago e desagradável de angústia, nervosismo, preocupação e sintomas físicos como: tremor, taquicardia, sudorese, dores musculares entre outros- sem ter em vista um estímulo à altura -, a sua intensidade e sua duração, são critérios a serem observados em alguém que sofre de transtorno de ansiedade. As causas são predominantemente genéticas, algumas generalizações na neurobiologia: como alterações no sistema límbico e disfunção no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal foram identificadas, também existe uma contribuição na constituição psicológica, doença física, relação familiar, uso de substâncias, entre outros.
Os comprometimentos associados a esses transtornos variam de limitações no funcionamento social a prejuízos graves, como a incapacidade de o paciente sair de casa.
Créditos do vídeo:
A ansiedade em alguns segundos.
Por Jackeline Martins