A escetamina e a eletroconvulsoterapia (ECT) são dois tratamentos importantes na psiquiatria intervencionista, cada um com indicações específicas e resultados distintos, embora ambos tenham como objetivo aliviar sintomas de transtornos mentais graves e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A escetamina é um medicamento derivado da cetamina e é indicada principalmente para o tratamento da depressão resistente. Sua administração é feita via nasal ou endovenosa que permite uma ação rápida, geralmente proporcionando alívio dos sintomas depressivos em poucas horas. É especialmente indicada para pacientes que não respondem bem aos antidepressivos convencionais, e estudos demonstram que a escetamina pode reduzir significativamente os sintomas da depressão, promovendo uma melhora na funcionalidade e qualidade de vida.

Por outro lado, a eletroconvulsoterapia (ECT) é recomendada para casos graves de depressão, bem como para pacientes que apresentam mania ou catatonia, condições em que outros tratamentos podem ter se mostrado ineficazes. A ECT envolve a indução controlada de pequenas convulsões através de estímulos elétricos de forma indolor com analgesia, o que provoca uma rápida melhora dos sintomas. Esse tratamento é especialmente eficaz para pessoas que necessitam de alívio imediato dos sintomas graves e, apesar do estigma, é amplamente utilizado na psiquiatria pela sua alta taxa de sucesso e segurança. Atualmente com equipamentos mais modernos e com eficácia comprovada.

Embora ambos os tratamentos visem aliviar sintomas graves e devolver qualidade de vida aos pacientes, a escetamina se destaca pela rapidez de ação, enquanto a ECT é preferida para casos mais severos ou resistentes, onde uma intervenção mais imediata e intensa é necessária.