Os modismos em dietas estão em constante ascensão, impulsionados pelas redes sociais e pela promessa de uma perda de peso rápida, na maioria das vezes, essas dietas da moda carecem de fundamentação científica, sendo radicais e extremas, desequilibradas e deficientes em nutrientes essenciais. Em vez de beneficiar o organismo como um todo, esses hábitos alimentares muitas vezes prejudicam o funcionamento saudável do nosso corpo, causando mais danos do que benefícios.
Recentemente, a dieta anti-inflamatória, que demoniza o leite e o glúten, ganhou destaque nas redes sociais. No entanto, essa abordagem não é fundamentada cientificamente, uma vez que o leite, por exemplo, pode ser prejudicial apenas para aqueles com intolerância ou alergia, enquanto pessoas sem esses problemas podem se beneficiar de nutrientes como cálcio e antioxidantes, como zinco e vitamina A. Isso vale para o glúten, que não é inflamatório para indivíduos sem doença celíaca ou sensibilidade comprovada.
Um estudo de renome conduzido pela Universidade Harvard em 2017 demonstrou que a eliminação do glúten sem justificação médica pode aumentar o risco de diabetes. Portanto, se alguém está experimentando desconforto ou suspeita que sua dieta esteja afetando sua saúde, é aconselhável procurar um profissional de saúde para uma avaliação adequada, incluindo exames médicos.
Em vez de adotar dietas extremas, é importante focar em alimentos que são comprovadamente benéficos para o cérebro e que equilibram o metabolismo de forma natural. Especiarias, alimentos fermentados, nozes, chocolate amargo, abacate e vegetais de folhas verdes são exemplos de alimentos que oferecem uma variedade de benefícios para o cérebro, incluindo a redução da ansiedade, o suporte à função cognitiva e ao humor. Incorporar esses alimentos na dieta diária pode contribuir significativamente para uma melhor saúde mental e cerebral. Portanto, em vez de seguir modismos, é sensato optar por uma abordagem equilibrada e baseada em evidências quando se trata de nutrição.