O que é Internação Psiquiátrica?

O tratamento de doenças psicológicas normalmente é feito através de consultas externas em ambulatório, onde o psiquiatra conversa com o paciente e avalia sua situação, podendo utilizar tratamento farmacológico.

Em alguns casos a situação do paciente é muito crítica, e se faz necessária a internação do paciente em um hospital psiquiátrico para um tratamento mais intenso. Essa opção só é utilizada em situações extremas, onde o paciente apresenta ameaças tanto para si mesmo quanto para terceiros. Apenas quando nenhum outro tratamento se mostra eficiente, recorre-se à internação.

Existem três possibilidades de internação psiquiátrica: voluntária, involuntária e compulsória. A voluntária se dá quando o paciente está ciente e de acordo com a sua internação. Nesse caso, ele deve assinar um documento afirmando que aprova a internação. A involuntária é aquela que é indicada por terceiros, seja pela família ou pelo psiquiatra, mas não têm a conscientização do paciente. Já a internação compulsória tem relação com a legislação, quando o paciente é internado por ordem da Justiça, que o julga um perigo a outras pessoas e a si.



O que leva à internação?

O principal aspecto que leva à internação é o risco ou tentativa de suicídio por parte do paciente. Pacientes depressivos são mais propícios ao suicídio, normalmente demonstram perda de valor pessoal, culpa, desejo de punição, isolamento e ansiedade.

O transtorno psicótico também pode levar ao suicídio. Neste quadro psicológico, o paciente se torna impulsivo, desconfiado e pode começar a ouvir vozes que o dizem para se matar ou machucar outra pessoa. Acontecimentos traumáticos, como cirurgias mutiladoras ou psicose pós-parto, bem como alcoolismo e abuso de substâncias também podem motivar o suicídio.

Quando o paciente de fato tenta se matar, a ajuda médica deve ser imediata. Assim que tratadas quaisquer lesões físicas causadas pela tentativa, devem ser analisados os motivos de tal ato, o que o levou àquela situação. Se o paciente demonstra frieza em relação a sua atitude, sem arrependimento ou autocrítica, é necessária a internação. Uma vez que a tentativa de suicídio já se concretizou, as chances novas tentativas aumentam.

Além dos riscos para si, a ameaça que o paciente pode representar para outras pessoas pode ser uma razão para a internação. É necessário ressaltar para o paciente as consequências de seus atos, com o intuito de diminuir a agressividade. Em casos extremos, no entanto, pode ser necessário conter o paciente a força, controlando a conduta agressiva. Pacientes psicóticos comumente apresentam comportamento agressivo, como uma maneira de lidar com os outros sintomas da doença. Nesses casos extremos, a internação irá proteger não só outras pessoas como o próprio paciente.

Pacientes maníacos, catatônicos ou esquizofrênicos também podem necessitar a internação psiquiátrica. Em alguns casos, podem se mostrar extremamente imprevisíveis, recusando-se a comer e recebendo ordens de vozes na sua cabeça. Em quadros extremos como esses a internação é necessária.

O último quadro de doenças que pode levar à internação psiquiátrica são os transtornos relacionados a substâncias, pacientes que apresentam intoxicação ou abstinência de álcool e outras drogas, gerando um comportamento agressivo e muitas vezes perigoso. O paciente pode ter alucinações, febres e convulsões.

Após hospitalizar o paciente, serão realizados exames neurológicos, bem como eletrocardiograma, eletroencefalograma e ressonância magnética, caso o médico suspeitar de epilepsia ou lesão expansiva cerebral (tumor cerebral). Quando se opta pela hospitalização, os psiquiatras procuram manter os pacientes internados durante o menor tempo possível, para então seguir o tratamento em ambulatório.

Saiba mais sobre psiquiatria em Porto Alegre.

TOC